"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

Cecília Meireles

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PÉS NO CHÃO (Poesia)



Minha mente antes confusa,
Hoje voltou à razão.
Voltei a sentir o meu chão.
Aprendi a falar sobre coisas,
Que me aprisionavam até então.

Aprendi a passar mais tempo comigo,
Ouvindo-me, sentindo-me,
Curtindo-me de montão.
Farei coisas que tenham sentidos ou não.
Ouvirei apenas o que disser meu coração.

Chorarei se for preciso,
De tristezas ou não.
Esquecerei bofetadas antigas,
Que me machucaram sem compaixão.

Vou sorrir simplesmente por sorrir.
Vou tomar vinho quente em pleno verão.
Não ficarei mais calada.
Hoje, finalmente eu aprendi a dizer Não.
Regina Gois

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

INSTANTES


Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.

Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,

teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente 
de ter bons momentos. 
Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.

Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, 
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo.

                                                                                                                        Autor: Jorge luiz Borges
                                                            faleceu em 1986 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

UM MALUCO NO SPA (Conto)





Todos falavam da gordura exagerada do Dagoberto. Os médicos já estavam cansados de passar dietas e pedir que ele fizesse uma reeducação alimentar. A esposa ameaçava mandá-lo dormir definitivamente no sofá. Ele aparentemente não se importava, não era daquelas pessoas que ouvem o que os outros falam e ficam se martirizando. Ao contrário, continuava frequentando assiduamente as churrascarias, adorava aquela gordurinha crocante da picanha, refrigerante para ele tinha que ter duas garrafas, ou então cervejas bem geladas que ele nunca conseguia lembrar quantas tinha bebido. Quando cansava dos churrascos, ia às cantinas italianas, adorava uma boa massa com bastante molho e queijo. E a sobremesa, então... adorava todas, principalmente pudim de leite condensado, mousse, petit gâteau, creme de papaia com cassis, sorvetes, tortas, etc. Quanto mais diziam que ele estava gordo, mais ele comia, e comia com gosto, comia com prazer. Não queria nem saber dos regimes impostos pelos médicos, a esposa fazia os pratos balanceados com bastante verdura, legumes, tudo direitinho, como mandava a dieta, mas acabava comendo tudo sozinha.
Ele dizia: _Quem é que vai comer isso? Apontava para a saladeira repleta de verduras.
_Querido, é alface, acelga e almeirão com tomate. Respondia a esposa calmamente.
_Eu é que não como, não sou coelho! Respondia ele bravo.
_Então vai ficar sem comer,  só tem isso.
_Ótimo! Então ele se levantava, ia à padaria da esquina, comia vários sanduiches e se saciava.
Foi no final do ano passado que os parentes resolveram lhe dar um presente.
_Não quero! Isso é presente de grego - disse ele vermelho de raiva.
_Você vai sim! Disse a esposa decidida.
_Vocês querem que eu passe duas semanas em um SPA? Estão loucos?

_É para o seu próprio bem - falou novamente a esposa.
_Você quer o meu bem? Então faça uma bela macarronada com bastante molho e queijo.
_Berto, meu bem, pense em seus filhos... você não consegue nem acompanhá-los em suas brincadeiras, correr com eles, jogar bola, empinar pipas, como os outros pais. Ela sabia que quando se tratava das crianças ele realmente ficava comovido, era louco pelos filhos, e realmente sentia muito não poder brincar com eles.
Tudo tinha sido planejado antecipadamente.  Fizeram um pacote de três semanas em um SPA, no interior de São Paulo. A esposa levou seus os exames para serem avaliados, e explicou para o médico o quanto ele era resistente a mudanças. E alertou que, se ele aceitasse passar um tempo no SPA, com certeza ele levaria comida escondida.
Só faltava mesmo era convencer o Bertão – era assim que os amigos lhe chamavam - a se hospedar em suas férias de Janeiro.
Depois de muita discussão ele aceitou o presente e partiu, mesmo a contra gosto. É claro, no dia anterior fez um churrasco regado a muita cerveja em sua casa para se despedir dos amigos. Parecia que faria uma longa viagem para outro continente, tamanha era a sua tristeza.
Ele chegou ao SPA bem cedo, numa manhã quente, nem parecia que tinha chovido na noite anterior. Passou pelo grande portão automático e foi introduzido à sala de espera para ter sua primeira entrevista com a nutricionista. Lá estava ele: sozinho, mala ao lado da cadeira, olhos verdes grandes e inquietos, mãos trêmulas, seu rosto redondo e vermelho, suando. A todo momento ele se secava com uma pequena toalha.
Depois de alguns minutos apareceu a nutricionista, uma idosa senhora muito alta, magra, de olhar firme.
_Bom Dia, Sr. Dagoberto, vamos entrar. Chamava ela, da porta de sua sala.
_Sente-se, por favor. Apontou  uma cadeira que estava em frente a uma grande mesa de vidro transparente.
Logo que ele se acomodou, ela começou a falar, de maneira muito educada, esboçando de vez em quando um sorriso,  dos benefícios de uma alimentação adequada, e principalmente da proibição de consumo de alimentos que não fossem do SPA.
Foi então que ela se levantou de onde estava sentada e disse:
_O Senhor certamente tem bagagem, não tem?
_Sim, está aqui. –ele apontou para a mala ao lado da cadeira.
_O Senhor poderia abri-la, por favor?
_Como assim, abrir minha mala?_respondeu ele ansioso. Em momento algum ele imaginou que isso aconteceria.
_Só gostaria de me assegurar de que o senhor, não trouxe nenhum alimento. São normas do SPA, lembre-se. “Nada de alimentos de fora”. Então ela começou a andar pela sala e falar: ­_ ­­­Pode não ser o seu caso, mas alguns pacientes vêm se hospedar com as malas recheadas, não só de roupas. -Coloque sua mala aqui! - ela apontou para um balcão de madeira nos fundos da sala.
 Ele tentou erguer a mala, mas de repente ela parecia tão pesada! Deu uma moleza nos braços, suas mãos não obedeciam ao seu comando. Somente depois de algum tempo, ele se recompôs, e meio relutante, colocou a mala sobre o balcão, e  ficou imóvel a observá-la.
 _Abra a mala, por favor! _ ela ordenou.
_Não tem nada de comida aqui dentro! Afirmou ele, olhando firmemente  para a mala.
_É exatamente o que todos dizem _respondeu ela com segurança. _Nesses anos de trabalho, o senhor nem imagina o que eu tenho visto. Teve uma distinta senhora que veio pra cá, por conta própria, queria, porque queria perder uns quilos para desfilar em uma escola de samba. Sabe o que encontramos em sua bagagem? – Um bolo de chocolate recheado. Teve outro caso bem interessante de um jogador de futebol,  que precisava perder muito peso, e encontramos em sua mala um frango assado com farofa em um pote de plástico. Agora o senhor me entende? –Ela dizia essas coisas gesticulando, como se quisesse demostrar exatamente o que aconteceu. _Pedimos para os nossos pacientes que abram as malas, para que o nosso programa tenha sucesso.
Ele começou a tirar as peças da mala, suas mãos tremiam, o suor escorria do rosto para o  largo pescoço. Cada peça que tirava descobria uma barra de chocolate, um pacote de biscoito recheado, tirava outra peça e então caia um pacotinho de bolinho, ou então de salgadinho, caixinhas de achocolatados, amendoins, latinhas de cerveja e assim foi até que a mala estivesse totalmente vazia; roupas mesmo, havia poucas.
 Depois de tudo confiscado ele foi conduzido ao quarto. Na cabeça ele tinha apenas um pensamento “Mulher miserável, não me deixou nem com as balinhas de goma”.
Pelo menos ela lhe deu uma esperança, comeria a cada três horas. Pelo menos isso! Pensou ele. ­­Não teria tempo de sentir fome.
Desde o raiar do dia ele já estava rondando o refeitório. Às sete, quando  as portas se abriram para o café, ele foi o primeiro a entrar. Bem perto da entrada, ficava uma mesinha de vidro, com umas jarras de vidro. Dentro, havia líquidos coloridos.  Pensou: “ Se está aqui, é para beber”! No dia anterior ele não havia tomado o café da manhã, tinha feito somente as outras refeições, e achou que no segundo dia as coisas seriam diferentes.
Deve ser suco. Pegou um copo, tinha vontade mesmo era de virar a jarra, mas ia se contentar com o copo. Encheu até a boca e - glup, engoliu tudo de uma vez só.
_Eca! Que coisa horrorosa. _disse ele, com a língua para fora  fazendo uma careta_ O que é isso?
_É suco de couve com gengibre, pode por adoçante se preferir. – respondeu uma mulher que arrumava as mesas.
Ele olhou a  outra jarra com certa desconfiança, tinha um liquido de tonalidade mais escura.  Ele pensou: Pode ser suco de chocolate, mas não quis arriscar. _E esse, de que é?_ perguntou, apontando  a jarra.
_Esse  é de ameixa com farelo de trigo. _respondeu a moça sorridente.
_E esse outra transparente, com umas casquinhas no fundo, o que é?
_Ah! É água com casquinhas de limão._ respondeu a moça sempre  sorridente. “
“Quem é que bebe isso?” resmungou ele, dirigindo-se a uma das mesas,  meneando a cabeça.
Logo os hóspedes começaram a chegar, em sua maioria mulheres, de várias idades, e não eram todas gordas. Umas não tinham nada de gordura em seus corpos. O refeitório estava bem iluminado pela luz do dia. Então ele pensou: Preciso fazer amizade logo, num lugar desses a gente tem de  se unir para saber os truques. E é claro, se alguém deixar alguma coisa no prato, o outro come.
O café chegou, era apenas meio pãozinho com meia fatia de peito de peru, e uma xícara média de café com leite. Dagoberto devorou tudo em duas  mordidas. Continuou com fome.
Ele queria mesmo era a garrafa de café inteirinha em sua mesa, dois pães na chapa, um bom pedaço de bolo, queijo amarelo e claro, muito leite. Ele adorava leite quente.
Mesmo sabendo a resposta, ele perguntou: _ É  possível repetir, moça?
A moça sorridente falou: _ O senhor pode completar a refeição somente com os sucos das jarras - apontando para as jarras da mesinha da entrada.
Ele olhou para a mesinha da entrada, e em volta dela tinha umas pessoas enchendo seus copos e bebericando, como se estivessem tomando uma deliciosa laranjada.
No almoço vinha uma pequena porção de arroz, do tamanho de um copinho plástico, desses que se coloca gelatina, tinha até o formato do copo, uma colher de legumes, um pequeno pedaço de peixe grelhado;  tudo muito bonito, enfeitado com a casca de um limão, formando uma molinha  e um pratinho com duas folhas de alface e duas rodelas de tomate.  
E de sobremesa, veio um minúsculo cacho de uva, dava até para contar, tinha apenas meia dúzia de uvinhas.
Ele comeu tudo, tudo mesmo, a casca do limão em forma de mola, as uvas e todos os talinhos da uva, não sobrou absolutamente nada em seu prato. Porém, a fome não dava trégua. Não conseguia se satisfazer com a pequena quantidade de comida que recebia.
Durante o almoço a nutricionista andava pelo refeitório, sentava hora com um, hora com outro, conversava e logo se levantava, até que chegou a vez dele.
_O Senhor precisa comer bem devagar, mastigar bem os alimentos, dividi-los em pequenas porções, entendeu? Coloque sempre pouca comida na boca, para enganar o cérebro. _dizia ela fazendo gestos, como se estivesse levando a comida à boca e mastigando. _ E não coma os enfeites do prato! Por falar em enfeite, cadê o galho da uva?
_Galho  da uva? _ perguntou ele meio confuso.
_Sim, as uvas vieram em um cachinho, ou as suas vieram soltas?
Ele não respondeu, não sentia nenhuma vontade de falar.
Ela então se levantou e disse: _Deixa prá lá.
No lanche geralmente davam uma minúscula maçã, do tamanho de uma ameixa, todas tinham o mesmo tamanho. Não adiantava escolher, a única diferença era que algumas vinham com talinho, somente os sortudos conseguiam uma com talo, ele ainda não tivera essa sorte. As senhoras com quem ele fez amizade, garantiram que o talinho era simplesmente delicioso.
O ambiente do SPA era muito acolhedor, ficava em um enorme terreno plano, dentro de seus portões havia um lindo gramado, que ia da entrada até os apartamentos, descia até as salas de jogos e contornava as piscinas. Era interrompido apenas pela pista de cooper e por alguns quiosques onde   tinha cadeiras e redes.  A pista de cooper contornava todo o espaço inclusive os fundos dos apartamentos,  donde havia um  pequeno pomar, com pés de jabuticaba, acerola e carambola.
Dagoberto, gostava de ficar sentado, olhando para a quadra de basquete, onde alguns hóspedes jogavam. Gostava também de olhar os pássaros e as galinhas que ciscavam soltas pelo gramado. As galinhas gordas desfilavam na frente de seus olhos. Ele as olhava com gula, imaginava-as assadas, ensopadas com batatas, fritas e empanadas. Foi aí que teve uma ideia:
Onde tem galinhas tem ovos. Pronto, agora ele teria um objetivo; caçar os ninhos.
Enquanto andava caçando ninhos, ele ouviu duas senhoras conversando, em volta de uma pequena roseira. Ele olhava intrigado, pois elas conversavam e mastigavam sem parar. Foi então que ele viu que elas disfarçadamente tiravam as pétalas das rosas e enfiavam na boca, como se fossem salgadinhos. A mais idosa dizia a outra que haviam visto carambolas maduras no pé, durante a caminhada da manhã. Ele então se animou, não gostava de carambolas, mas com a fome que estava qualquer coisa seria bem vinda. Saiu de fininho, olhando em volta para verificar se estava sozinho. Contornou a pista de cooper, dirigiu-se ao pomar, encontrou enfim  os pés de carambola. Olhou, mexeu nas folhagens, havia muitas folhas amarelas, mas carambolas, somente verdes. Olhou para o chão, lá estavam elas, algumas carambolas amarelinhas, suculentas, dava para ver entre as folhagens, ele imediatamente se abaixou e pegou uma. Estava amassada, cheia de pontinhos pretos, com umas lagartinhas se mexendo dentro._ Que droga! _gritou indignado.
 Pegou outra, e mais outra, todas no mesmo estado. Pensou: As maduras estão podres, cheias de bichos. Aquela velha não sabe distinguir folhas amarelas de fruto. Levantou-se, olhou novamente para os lados, estava sozinho. Meteu  as mãos no meio das folhagens, pegou algumas carambolas verdes, colocou-as nos bolsos de sua bermuda e se dirigiu ofegante para o quarto.
O quarto ficava no segundo andar. Não tinha elevador, subir as escadas era mais um exercício, ele subiu cada degrau o mais depressa possível, chegou ao quarto sem fôlego, mas contente. Enfiou a mão nos bolsos e tirou os frutos e foi colocando em cima da cama um a um, parecia um menino enfileirando seus carrinhos. Não se conteve, foi ao lavatório do banheiro e lavou as carambolas. Sentou-se na cama em total silêncio e comeu todas de uma só vez; eram azedinhas, durinhas, mas estavam deliciosas. Sempre depois do almoço ele dava uma disfarçada, sentava-se nas cadeiras do jardim, fingia ler um livro, e quando não tinha ninguém por perto, ia catar carambolas verdes, até o dia em que não aquentou mais, tudo nele estava azedinho. Enjoou das  carambolas, não queria vê-las nem pintadas de ouro.
Voltou a sua busca silenciosa, pensando: “No meio daquele monte de mato, tinha  que ter um ninho, só unzinho.”
Foi durante uma caminhada matinal. Lá estava ele, suando em bicas, cara vermelha, sem fôlego, mas quando viu uma galinha agachada em um canto, ao  ver o ninho, teve um novo ânimo. Distanciou-se mais do grupo de caminhada, fingiu amarrar o tênis; quando viu que tinha ficado para trás e que  ninguém lhe observava, saiu da trilha e foi atrás do ninho. Para  sua sorte, havia dois ovos de tamanho médio. Sua boca encheu-se de água. Estava há mais de uma semana sem sentir o gosto de um ovinho. Enfiou os ovos com delicadeza nos bolsos da bermuda  e  interrompeu a caminhada sem nenhum  remorso. Voltou para o quarto e pensou que precisava arrumar um jeito de fazer aqueles ovos, não iria comê-los cru, isso não, não gostava de ovos crus.  O que fazer?   Ovos quentes são deliciosos.
Então, pegou um copinho plástico, desses usados para beber água, foi até o banheiro, ligou o chuveiro e deixou cair água quente  dentro do copo.   Pensou: _Se pelo menos tivesse uma banheira seria mais fácil.  Durante  muito tempo, ele se dedicou a esse trabalho, colocar água, esperar esfriar um pouco e jogar fora e colocar outra água.  Depois de algum tempo colocou o ovo na mão, realmente estava bem quentinho. Que delícia – Pensou. Sentou-se  em sua cama e começou a quebrar a casquinha do ovo. Foi aí que ouviu uma batida em sua porta. Era uma batida impaciente. Colocou o ovo em cima da cômoda e foi atender a porta, muito contrariado. Quem será?  Não fizera amizade com ninguém. Tomou um susto ao abrir a porta e ver o rosto da nutricionista em sua frente, ela estendeu a mão e disse:
_Eu quero os ovos! –disse ela estendendo a palma da mão.
_Que...? _ foi só o que saiu de sua boca.
Não era justo_ pensou, tentando argumentar.
Ela, porém não mudava a posição,  olhava firme em seus olhos.
_Sei que o senhor pegou ovos de um ninho e eu os quero, agora! _falou com ligeira impaciência.
Ele foi até a cômoda, pegou o ovo quente e lhe entregou. Ela olhou, insinuou um sorriso e disse: _ tem outro, eu sei!
Então ele foi até o banheiro e voltou com o  outro ovo ainda dentro do copo.
Ela pegou os ovos e foi-se, nem sequer virou para trás para saber como ele tinha ficado.
Foi nessa noite que ele resolveu fugir do SPA.
Poderia tentar sair numa boa, mas já sabia qual seria a resposta.
Senhor, o seu pacote é de três semanas, logo o senhor se acostuma, já combinamos com seus parentes de não deixá-lo ir embora antes das três semanas.
Ele não ia perder tempo tentando argumentar. Então, na hora do café, ficou de olho nas pessoas que estavam se despedindo. Uma delas devia ter um carro grande. Sim, alguns hóspedes iam de carro e os deixavam ali no estacionamento.
Quando as pessoas chegavam a sua mesa para se despedir, ele perguntava:
_Seu taxi  já  chegou?
Algumas pessoas respondiam que realmente iriam embora de taxi.
 Outras respondiam que estavam com o carro no estacionamento. Era esse grupo que ele tinha interesse, agora teria de descobrir qual delas tinha um carro grande, claro que  ele não iria pedir carona.
Foi assim que fez sua mala, desceu com ela, escondidinho e deixou no estacionamento, atrás de uma árvore. Sentou-se perto e ficou olhando as pessoas  que iam colocando as coisas no carro aos poucos. Ele viu então, que uma senhora muito simpática, tinha um desses carros grandes, altos.
Espaçoso, com certeza, se ele deitasse atrás, ela nem sentiria a sua presença. Foi o que fez, viu que a senhora, estava colocando a bolsa no banco do passageiro e certamente já iria embora. Então ele falou:
_ Boa viagem!  A senhora já pegou  o cartão com as promoções dos meses de férias? São promoções maravilhosas! Ele sabia que mulher não podia ouvir falar em promoção.
-Cartões de promoção? Onde estão?_ perguntou a mulher ansiosa.
_Na recepção. É só dizer que quer vir nas férias que eles te darão o cartão, disse ele, fingindo distração.
A mulher foi, toda confiante, ele então pegou sua mala, colocou dentro do carro, e deitou-se no vão entre o  banco da frente e o banco traseiro.  Esperou ansioso, logo a mulher voltou, com um monte de papel nas mãos, ligou o carro e saiu do estacionamento. Dirigiu ainda algum tempo por uma estradinha de cascalho, se dirigindo a um e a outro com acenos. Parou em frente da piscina, acenou para suas amigas e dirigiu-se ao grande portão, vigiado por câmeras.
Logo o portão se abriu e ela continuou dirigindo, dirigindo, ligou o rádio, cantarolou, falou sozinha, disse que estava feliz por ter perdido cinco quilos, cantarolou de novo. Ele deitado, só conseguia ver o céu, as fiações, e quem passava pela janela do carro. Não tinha noção de onde estavam indo, a mulher dirigiu em alta velocidade por mais de uma hora, ele sentiu-se incomodado com as dores e as cãibras. Quando enfim resolveu levantar-se, viu que estavam em uma rodovia.  Com um enorme esforço, levantou-se, o braço esquerdo estava adormecido porque ele estivera o tempo todo em cima dele, o corpo inteiro estava endurecido, meio duro, meio adormecido, suas pernas estavam inchadas e tinham cãibras por ter ficado tanto tempo dobradas. Quando a mulher viu aquele carão pelo retrovisor, gritou, perdeu a direção e foi parar num acostamento. Gritavam os dois, ela gritava com medo dele e ele com medo que ela batesse o carro. Felizmente o carro parou, sem nenhum incidente. Aí, passado susto, D. Mirtes reconheceu aquele rosto redondo. Aí então o Dagoberto começou a se explicar, então os dois caíram na risada. Ele passou para o banco do passageiro e seguiram viagem até a cidade mais próxima, onde tomou um ônibus para sua casa, passando antes na pizzaria da esquina e comendo uma pizza inteira de quatro queijos. Estava mais magro, é certo, tinha perdido uns oito quilos, sentia suas bermudas largas, na cintura e nas coxas. Já chegou em casa mostrando à esposa como a bermuda estava larga, o que não a comoveu, então fez um monte de promessas; comeria todas as verduras que estivessem na mesa, iria a uma churrascaria só uma vez por mês; pizzas, refrigerante e cerveja, somente nos finais de semana; queijo, só branco. Faria tudo  o que ela quisesse, contanto que não fosse mandado de novo para o SPA.
Regina Gois


 

sábado, 22 de janeiro de 2011

CORAÇÃO REBELDE (Poesia)





Ah...! Eu também senti,
Não posso negar,
Mas disfarcei, abafei, sufoquei.
Resguardei-me.

Alma de poeta é assim...
Não consegue sossegar
Teima em se machucar.

Com medo de sair magoada,
Achei melhor renunciar.
Meu peito quis se rebelar.

Ouvindo as chamadas do teu olhar,
Logo quis te acompanhar.
Teimava cair em suas ciladas.

O pobre coração, achou que
Podia me sabotar.
Até chegou a gritar.

Eu, me achando esperta,
O amordacei, o trancafiei.
Não, ele não podia ganhar.

Tranquei sua porta
E joguei a chave em alto mar.
Tem coisas que é melhor sufocar.

Às vezes, ainda ouço o seu breve suspirar
Mas, continuo tentando ser forte,
Não permitirei jamais, que ele
Encontre a chave perdida no mar.

Regina Gois

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um Relato da Marilyn (Relato)



Não sei nem como começar a escrever e organizar em minha mente todos os momentos e situações de imensa felicidade que tive desde que o Vítor voltou a fazer parte de minha vida.
Já na época do colégio, quando éramos apenas amigos, nos dávamos bem e combinávamos muito. Eu já gostava de sua mãe e adorava sua casa.
Mas, quando escutei um alegre e enérgico “”, na Academia, percebi que era aquele Vítor, menino e amigo de sempre.  Eu em uma fase  de recomeço em minha vida, retomando minha vida e  as atividades normais, recebi uma força extra, de um garoto que já tinha se tornado um homem, que me impressionou e me mostrou como eu ainda sou jovem, bonita e alegre. Que me colocou em uma nova rotina de vida, completamente agradável e colorida.
Ah... e o que dizer das risadas e lugares maravilhosos, ou que se tornaram maravilhosos por estar com ele.
Como é bom saber que um sentimento assim está só crescendo  dentro  dos nossos corações. Hoje  vejo e faço tudo de outro modo.
Pinto minha vida com os lápis coloridos, que ganhei junto com o começo do meu namoro com o Vítor.
Agradeço por ter a oportunidade de fazer parte da vida e da família de uma pessoa tão maravilhosa, que  tenho certeza que é assim hoje, pelos pais mais que perfeitos que tem. Pela base de família mais linda que já vi na minha vida, com os tios, tias, primos e um casal de avós que transborda doçura... E disso tudo me tornei um Mel... Digo a Mel
Obrigada a todos
Te amo Ví
19/01/11
Mel

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ÁGUAS DE JANEIRO (Poesia)



Veio o vento,
Trouxe as águas,
Que verteu pelas encostas.
Foi tudo uma questão de momento,
Ninguém entendeu,
Porque ela veio tão irada?
Inundou as frestas,
E tudo derrubou.
Nada respeitou.
Malvada!
Levou as casas,
O que não destruiu, carregou.
Nada restou!
Não ouviu nosso grito de dor.
O cimento virou um rio lamacento,
Violento.
Por que tanto sofrimento?
Quem viu perguntou.
Tudo de repente virou lama.
No peito um aperto,
Mais um grito de dor.
Só não chorou, quem não acordou,
Quando ela sedenta chegou.
Permaneceu de olhos fechados
Não sentiu essa dor.
Do sofrimento, enfim descansou.
Quem ficou, chorou...
Pelos desabrigados
E pelos filhos que ela levou.
Regina Gois



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

FIM DE ANO EM NOVA ODESSA (Relato)



O planejamento para a festa de Virada de Ano começou em meados de novembro,  quando começamos a acessar o site,  para  cadastrar-mos no Amigo Secreto on-line. Nós costumamos fazer a revelação do amigo secreto no último dia do Ano. De novembro até o dia da revelação, ficamos trocando e-mails, recadinhos, piadinhas... Trocamos muitos bilhetinhos, todos públicos, então todos sabem o que está acontecendo. A felizarda da Ivany levou muitas cantadas; não só ela, o Dudu e o João Pedro também foram vítimas de bilhetinhos anônimos, tudo para rir e tirar o sarro. Neste Ano teve uma novidade: o Mural do amigo secreto ficou repleto de poemas, todo mundo resolveu virar poeta. Foi muito engraçado. Então combinamos de montar um Sarau, após a ceia.
A família é muito grande, o planejamento antecipado é fundamental, precisamos planejar muito bem o formato e o local da festa. Todos os pratos são feitos por nós, nada de comprar comida pronta. Dividimos os variados tipos de comidas. Nesse ano, o lugar escolhido foi à casa do filho mais velho em N.O.
Uma semana antes da festa o povo já começou a chegar, a casa já estava enfeitada desde o Natal, toda pronta para receber a família de Sampa.
Na véspera, a cozinha ferveu de gente; algumas mulheres já haviam preparado as sobremesas em suas casas, outras trouxeram os ingredientes e prepararam aqui em nossa cozinha.  Batedeiras ligadas, batendo cremes e molhos; o liquidificador também não teve descanso.  Logo o sorvete caseiro, da Tia Elã ficou pronto, juntamente com a torta de limão da tia Rê, o manjar, a torta de abacaxi do Vitor e da Mel, a torta de ricota da Jane, o estrogonofe de chocolate da Ivany e os outros doces que foram chegando e nem sabemos quem fez.
Durante o dia foi uma trabalheira, a cozinha ficou cheia desde cedo, todo mundo queria colocar em prática os seus dotes culinários, tudo preparado com muito carinho e muita conversa. Na cozinha todas trabalham e conversam ao mesmo tempo, umas atropelando as outras, umas falam dos filhos, outras davam a receita do que estavam preparando, outras comentam sobre a roupa que usariam à noite. Tudo simplesmente maravilhoso!
As crianças correm, brincam e brigam, os homens se preocupam com as compras e em cuidar dos pequenos.  Na sexta-feira, acordamos e já começamos a preparar os pratos salgados, carnes, aves, tortas, saladas e lentilha. A casa tinha um delicioso cheiro de assados, de molhos, frutas e caldas.
Ao anoitecer fomos nos trocar, a Mel trouxe seu kit maquiagem.  Maquiou toda a mulherada. Logo todos estavam lindos e vestidos com suas melhores roupas, para esperar o Ano Novo em grande estilo: Ano Novo exige roupa nova.
As mesas foram preparadas no Jardim. Uma mesa repleta de frutas: uvas, morangos, pêssegos, abacaxis, nectarinas, etc. A outra estava com os pratos quentes; a carne assada com creme e o maravilhoso escondidinho de Bacalhau da Dona Jandira, a ave assada e a salada mista da Vânia, a super torta de frango da Jane, o pernil, e a carne recheada com molho de cogumelos da Rê, a deliciosa lentilha com bacon da Mel e o salpicão da Elaine. Comemos e nos esbaldamos com um pouco de tudo.  Teve tanta gente que tivemos que fazer uma fila.  Tomamos vinho e comemos com paixão.
Logo ia dar meia-noite, corremos para a sacada. A noite estava linda, o céu bem claro, milagrosamente não choveu. Em poucos minutos os fogos começaram a rasgar o céu, iluminavam e depois desciam formando cascatas de luzes brilhantes, coloridas... Batíamos palmas, gritávamos, bebíamos champanhe e nos abraçávamos.
Era o Ano Novo que acabava de nascer, então fizemos uma serenata muito animada para ele.
Ao voltarmos para o jardim, a mesa de sobremesa já estava posta. Simplesmente maravilhosa. Nós nos deliciamos com as sobremesas, comemos as guloseimas com os nossos amigos que vieram nos desejar Feliz Ano Novo; a Tia Tereza, a Luiza e o Reynaldo,
Improvisamos um palco para a apresentação do Sarau.  Seu Moises, Bianca, Gil e Dudu no violão, Ivany e Lucas no vocal, cantaram “Imagine” do John Lennon, que emocionou a todos. A Vânia chorou de emoção e saudade da Lica, o Lucas fez um emocionante poema para todos da família, a Rê apresentou uma poesia para o Ano Novo e outra homenageando suas amigas. Ela acabou chorando também, pois a maioria das homenageadas estava ali em sua frente, e ela foi citando uma a uma, e falando da importância de cada uma delas em sua vida. A Elaine apresentou uma poesia que ela fez  para a Rê, a Bianca cantou com a Renata e a Marina uma música de sua própria autoria. O Sarau foi um sucesso com várias outras apresentações. Nos empolgamos e cantamos até de madrugada todo o repertório da MPB que conhecíamos. Fizemos a revelação do amigo secreto, que também foi muito divertida, a maioria ganhou mais de um presente.
Foi assim que aconteceu nossa virada de Ano. Nunca tivemos um fim de Ano tão intenso, alegre, cheio de espontaneidade. Com tantas alegrias nos primeiros momentos do Ano Novo, acredito que o Ano será simplesmente Maravilhoso.
Regina Gois

domingo, 9 de janeiro de 2011

IDENTIDADE (Poesia)


Quer saber quem sou?   
Então vou lhe contar:
Apesar do nome, não sou rainha em nenhum lugar.
Apenas nasci na terra de Iemanjá.
Gosto de Samba, mas ainda não aprendi a dançar.
Sei contar histórias, fazer poesia e recitar.
Minhas raízes vieram da África,
Terra dos Orixás.
Não tenho nenhuma fortuna,
Mas da vida não posso me queixar.
Sou uma criatura que vive bem
Em qualquer lugar.
E que tem apenas uma certeza,
De que da vida nada podemos levar.
Regina Gois

O TEMPO (Poesia)



Quem sou eu?
Quem é essa mulher?
Cadê aquela adolescente?
Tão feliz,
Tão sorridente,
Tão independente.
De alma tão transparente.
Cheia de sonhos,
Cheia de curvas,
Que odiava dias de chuvas.
Em que canto perdi meus encantos,
 Meus sonhos,
Meus dentes,
  Minha mente?  
Regina Gois

sábado, 8 de janeiro de 2011

JORNADA (Poesia)


Desce pela enxurrada
Rodopia, roda, segue a correnteza.
Desliza como uma jangada
Vai, realiza tuas proezas.

Vai partindo, sumindo,
Eu corro atrás animada.
Sinto-me em um carrossel,
Mesmo estando toda encharcada.

Quando para, eu assopro,
Ele roda, rodopia sobre a água,
Para só depois, seguir sua estrada.
Não tem vela, nem motor, nem nada.

Apenas segue sua jornada.
Ainda dou uma última olhada.
Ele faz várias acrobacias,
Enquanto vai sumindo, se desfazendo.

Igual a uma promessa vazia.
Logo não vejo mais nada.
Nada além de uma folha de papel molhada,
Sendo impiedosamente arrastada.
Regina Gois



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

SINA DE MÃE (Poesia)

Quem ama toma conta,
protege.
Sem querer controla.
Muitas vezes chora,
até implora.
Mil vez perdoa.
Não se isola,
não ignora,
não vai embora.
Regina Gois

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

POEMA FAMÍLIA MELLO

Nova década chegou
e foi uma maravilha,
juntar a família Mello
para uma reunião em harmonia.

E não há como descrever
como é linda essa família-de-jeito-nenhum
então para  complicar
vou citar um por um :

Começamos comigo mesmo,
uma pessoa sem igual
mesmo um pouco sem noção
mas no coração nada de mal !!

Tenho o meu irmão Dudu,
que divide minha porta
pode apostar tudo
mas o cabelo não corta.

Tem a Ivany, minha mamãezinha
toda espevitadinha,
sabe dançar muito bem
mas bebe e mostra a calcinha...

Há a minha tia Elaine, irmã da Ivany :
mulher feita, grande-pequena...
Na sua casinha de amor, com a Tequila que late,
se leva indireta :  tome-lhe um “cáti”!!

Quase me esqueci da Jane com seu bebê lindo,
um amor de pessoa, tia gente fina!
Solta  uns palavrões como B...P..., não menos...
Ela tá igualzinha a Marina!!

Falando nela, a pequena Marina
tem um “amor” pela irmã mais velha
mas, mesmo sendo brava e doidinha,
eu gosto muito dela.

E tem o vovô e a vovó (Moisés e Jandira)
Que cuidaram de mim todo esse tempo...
O tempo pode passar,
mas esse casal sempre vai se amar!

Feliz 2011 para os Mello
e para recordar essa gratidão,
vou dar à essa poesia, uma continuação...

Como todos já sabem,
citei amigos e queridos meus
cada um abençoado,
pela graça sem par de Deus!!!

Continuamos com a minha tia Vânia
que a gente muito adora,
quer seus rebentos por perto
e por qualquer coisa chora...

Seu filho João Pedro,
de acordo com o tio Alê :
é o “homem questão”
pois prá tudo tem um “por quê”??

E seus irmãozinhos Henrique e Raul,
espevitados e inteligentes
Adoram o Dudu,
tanto quanto a gente!

Vem vindo o tio Fábio,
com sua vara de pescar...
se solta um palavrão,
lá vem o Bernardo a imitar!!

Esse é o preferido da família
mesmo sendo um pentelhinho!
Nós gostamos muito dele
e ele nunca estará sozinho.

Agora vou falar do meu tio Márcio :
Falar bem dele é pouco...
mas falar agora não é com ele,
porquê ele está rouco!!

Tem a minha querida Bianca
que apesar dos nossos up’s e down’s,
eu adoro muito ela
e não quero nada de mal.

E a sua inseparável amiga e prima Renata,
que não se desgrudam nem para conversar
mas ela é firme e madura
e ela nós sempre vamos amar!

É a vez do meu querido tio Fernando
que tem sua própria ótica :
ela dá LUZ aos nossos olhos e
por isso esse tio é uma pessoa ótima!!!

Me lembrei do tio Alê
que mesmo não estando aqui agora
Ainda faz muita falta
porquê a gente muito o adora.

E a minha tia Lica,
antes que eu a esqueça :
lembra sempre de nós
e da sua “dor de cabeça”.

Prá completar os Centini, tem a Ornella...
menina prodígio, uma mocinha
tem um talento com as mãos
prá se tornar uma cheff de cozinha.

Agora me lembrei do tio Di
e do seu jeito mímico...
É uma pena ele não estar aqui
Aquele grande “cínico”!!!

 E o meu primão Vitor Góis,
um homem feito e independente :
dá alegria à todos nós
por ser um gênio da IBM !

O seu pai é o tio Gilberto
e esse, é o cara da computação...
mas encanta todo mundo mesmo,
quando toca o seu violão.

Sua esposa, a tia Regina
é cheia de criatividade,
alegra a todos com seus contos
para todas as idades.

Entrou na família a doce Mel!
Uma mulher tão boa
é o encanto do Vitor...
e um amor de pessoa!!

Minha prima Helena,
decidiu sua vida de antemão :
correndo na sua carreira,
seguindo os passos do irmão!!

E seu fiel companheiro Iwan,
que é o novato da família...
mas é querido prá mim e prá vocês,
igualzinho ao Nando Reis!!

Ahhh!!!!!! e toda a família do Dudézio,
que a gente nunca esqueceu...
nós temos muito amor e saudades deles
mas ele aqui não compareceu...

E que injusto esquecer meu pai,
que tem manias e doidices desde o nome...
mas ele ama “seuxs filhoxs”
e eu e Dudu, amamos esse homem!!!

Ainda há a Dumaria,
que cuida de seus netinhos...
é uma “véia” muito amorosa
principalmente depois de uma dose de vinho!!

E se esqueci alguém, não tem problema o meu amor tá no "esquema"...

Sou um passarinho no ninho mas sei que não estou sozinho
   
Porque essa família estará unida e também estará munida

De muito amor e carinho!!!!

AMO VOCÊS!!!

FELIZ 2011!!!

AUTOR : Lucas Ferreira de Mello Oliveira